A jornada das mulheres para conquistarem seu espaço no mercado de trabalho não foi fácil. Ainda hoje, com diversos direitos conquistados, fica evidente as desigualdades culturais de algumas empresas.

No mês da Mulher, nós do Instituto dos Óculos, queremos ressaltar essa luta de empoderamento. Por isso, nesse artigo vamos apresentar um pouco mais do cenário atual do mercado e como, juntos, podemos construir um mundo mais igualitário.

A trajetória da mulher no mercado de trabalho

No Brasil, até a década de 40, as mulheres eram, em sua maioria, donas de casa, cujo único objetivo era administrar o lar. Nessa época, mães solteiras ou viúvas que precisavam trabalhar fora de casa, para poder prover seu sustento, eram malvistas pela sociedade.

Com a chegada das indústrias no território nacional, a demanda por mais mão-de-obra fez com que um mercado se abrisse para as esposas. Os salários das mulheres eram consideravelmente mais baixos que o dos homens, e os maridos ainda eram os principais provedores financeiros dos lares.

Apenas 30 anos depois que as moças passaram a conquistar seu espaço em posições mais relevantes para a sociedade, como assistentes, professoras ou vendedoras. Esse cenário se tornou possível graças ao surgimento dos primeiros movimentos feministas, que lutavam pela igualdade entre os gêneros.

Desde então, as mulheres têm batalhado por mais espaço. O último censo do IBGE (2010) já mostra que quase 50% das brasileiras tem um emprego. Quando comparado com o censo de 1950, no qual menos de 14% tinham um emprego, fica evidente o crescimento e a importância dessa luta. Porém, quando comparado com os 76% de homens empregados em 2010, fica evidente que temos um longo caminho a percorrer.

As conquistas

Como comentamos, as mulheres conseguiram conquistar seu espaço em um mercado predominantemente masculino e alguns dados comprovam isso:

  • A média global de mulheres em cargo de gestão é de 27%, enquanto no Brasil é de 19%;
  • Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2020, mostra que mulheres em papel de gestão lidam melhor com a comunicação e a relação interpessoal;
  • O Índice de Igualdade de Gênero (GEI) de 2020 mostra que empresas com uma CEO tem mais mulheres em cargos de gestão do que aquelas que tem um homem nessa posição;
  • 39% das empresas da GEI tem como objetivo aumentar suas lideranças femininas.

Apesar do crescimento e dos pontos positivos sabemos que não é o suficiente. As mulheres ainda têm que lidar com outros desafios no seu dia-a-dia, que os homens não passam.

Os desafios

Entre os principais problemas que as mulheres ainda enfrentam no ambiente de trabalho estão:

  • Salário: Ainda é comum encontrar algumas empresas que tem diferente remuneração para homens e mulheres em um mesmo cargo, sendo que normalmente o salário dela será pelo menos 10% menor que o dele;
  • Jornada dupla: Apesar da conquista da sua independência, ainda existem muitas mulheres que não apenas trabalham, como também são responsáveis pela rotina da casa, sem apoio do seu parceiro;
  • Mudança de profissão: Segundo um estudo da McKinsey, cerca de 160 milhões de mulheres terão que mudar de profissão até 2030 por conta da automação do setor produtivo. Cargos como secretárias, caixas de supermercado, e vendedora, que são na sua maioria ocupados por moças, deixarão de existir nos próximos 10 anos;
  • Assédio: Estudos mostram que mais de 70% dos casos de assédio moral ou sexual que acontecem em empresas, tem como vítimas mulheres.

A mulher no Instituto dos Óculos

Nós do Instituto dos Óculos temos como cultura a gratidão em servir promovendo qualidade de vida e prosperidade a todos. Isso inclui todos os nossos colaboradores, independente do seu gênero ou qualquer outro fator.

Nosso quadro de funcionários é majoritariamente composto por mulheres, inclusive nos cargos de gestão das unidades. Acreditamos na luta de igualdade de gênero e apoiamos todas as mulheres!

 

Nossa equipe da unidade de Paranaguá-PR, consultoras e a gerente, no centro da foto.

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